Outubro Rosa: Dúvidas Frequentes

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

A campanha surgiu em 1990 em Nova Iorque mas, no Brasil, acontecem desde 2002 e à partir de 2011 sobre o câncer de colo do útero em diversos estados.

Hoje, ainda com tanta informação, muitas dúvidas ainda surgem em relação ao assunto, e por esse motivo, as enfermeiras do PSF do nosso município listaram as perguntas mais freqüentes. Veja abaixo:

  • O que é o câncer de mama?

O câncer de mama consiste em um crescimento descontrolado de células da mama que adquiriram características anormais, anormalidades estas causadas por uma ou mais mutações no material genético da célula. Quando ocorrem mutações no material genético de uma ou mais células, e estas adquirem a capacidade não só de se dividir de maneira descontrolada, mas também de evitar a morte celular que seria normal no ciclo de vida de qualquer célula do organismo, e também de invadir tecidos adjacentes, elas dão origem ao câncer.

  • O autoexame da mama é importante?

Sim, o autoexame das mamas através do toque é a maneira mais popular e divulgada para detectar o câncer de mama, mas nem sempre a doença pode ser percebida somente com o apalpar dos seios; o autoconhecimento é conhecer melhor nossas mamas, para tanto a mulher deve palpar suas mamas, axilas e fossas claviculares (“saboneteiras”), dessa forma seremos capazes de identificar qualquer mudança, que deve ser comunicada de imediato a seu médico.

  • Quando é necessário fazer a mamografia e quem deve fazer a mamografia?

O rastreamento mamográfico consiste em realizar mamografia anual para mulheres com 40 anos ou mais. A partir dos 70 anos, a frequência dependerá do critério médico. O ideal é realizá-la após a menstruação e evitar o uso de talcos e/ou desodorantes, que podem mostrar falsos positivos nas imagens. Para mulheres de risco elevado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade. Para as mulheres portadoras de próteses de silicone existe uma técnica especial para realizar a mamografia, portanto podem e devem fazer o exame. Mulheres a partir dos 40 anos de idade têm amparo na Lei 11664/08 para solicitar que seja feita mamografia de rastreamento, apesar da falta de recomendação formal do Ministério da Saúde.

  • Quais são os tratamentos para o câncer de mama?

Existe, nos dias de hoje, um grande leque de opções de tratamento para o câncer de mama. Para cada tipo e estadiamento da doença são várias as opções. Esta variedade de modalidades de tratamento pode parecer confusa ao paciente, mas segue regras bastante claras que norteiam o tratamento de cada paciente. O princípio da terapia curativa do câncer de mama é a cirurgia. Embora a cirurgia não necessariamente tenha de ser o primeiro tratamento, sempre que há intenção curativa no tratamento, a cirurgia deve fazer parte. Em determinadas situações, dependendo do estadiamento da doença, está indicada a radioterapia, seja como complemento ao tratamento curativo cirúrgico, seja como parte de tratamento paliativo, para diminuir sintomas relacionados à doença. O tratamento sistêmico, constituído pelas modalidades de quimioterapia, hormonioterapia e terapia alvo, pode ser indicado tanto como complemento ao tratamento cirúrgico curativo, quanto como tratamento paliativo.

  • Quais são as chances de cura para um paciente com câncer de mama?

Quando diagnosticado em estágio inicial a chance de cura do câncer de mama pode chegar a 90%. No Brasil cerca de 45% dos casos da doença são diagnosticados em estágios avançados, ou seja, não são possíveis de serem curados.

  • Quais hábitos e comportamentos diminuem a chance de câncer de mama?

Existem fatores de risco para o câncer de mama que podem ser considerados fatores modificáveis e outros não modificáveis (idade, histórico familiar, mamas densas). Dentre os fatores modificáveis, você pode ajudar a prevenir o câncer mantendo um peso saudável, uma dieta balanceada, fazendo atividade física, não fumando, não ingerindo bebidas alcoólicas em excesso. Além disso, para mulheres na menopausa, é aconselhável não fazer reposição hormonal, ou fazê-lo sob orientação estrita de um médico.

Havendo fatores não modificáveis, o que pode e deve ser feito é uma investigação (no caso de haver história familiar de câncer de mama ou ovário), para identificar a possível presença de uma predisposição genética hereditária, e com base nesta avaliação, poder tomar decisões sobre intervenções redutoras de risco.

  • Quais são as possíveis causas do câncer de mama?

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de mama tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

O câncer de mama é em parte decorrente de uma série de fatores de risco, como: ser mulher; histórico familiar; menarca precoce; predisposição genética hereditária; idade avançada; menopausa tardia; radioterapia prévia na região do tórax; mamas densas; obesidade; sedentarismo; alcoolismo; tabagismo; yso da terapia de reposição hormonal.

  • Quais são os sintomas do câncer de mama?

O câncer de mama pode apresentar vários sinais e sintomas, como: nódulo único endurecido; abaulamento de uma parte da mama; inchaço (edema) da pele; vermelhidão (eritema) na pele; inversão do mamilo; sensação de massa ou nódulo em uma das mamas; sensação de nódulo aumentado na axila; espessamento ou retração da pele ou do mamilo; secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos; inchaço do braço.

Vale a pena lembrar que na grande maioria dos casos, a vermelhidão, inchaço na pele e mesmo aumento dos gânglios na axila representam inflamação ou infecção (mastite, por exemplo), especialmente se acompanhados de dor.

  • Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

O diagnóstico de câncer de mama somente pode ser estabelecido mediante uma biópsia da área suspeita que seja analisada por um patologista e laudada como sendo um câncer. A realização desta biópsia, no entanto, somente ocorre em face de alguma alteração suspeita, seja no exame físico, seja na mamografia. O ultrassom das mamas pode servir como complemento à mamografia, pois ajuda a diferenciar cistos de nódulos.

  • É possível que os homens tenham câncer de mama?

É evento raro. Somente 1% dos cânceres de mama acontecem no homem, ou seja, a cada 100 diagnósticos novos de câncer de mama 99 são em mulheres e apenas um em homens. Quando pensamos em todos os tipos de câncer que ocorrem na população masculina, o câncer de mama representa apenas 0,2% do total, com incidência média global de um caso para cada 100 mil homens por ano. Apesar de se apresentar clinicamente de forma similar nos homens e nas mulheres, os homens frequentemente descobrem a doença em fases mais avançadas. Isso acontece por desconhecerem a possibilidade de desenvolverem câncer de mama e também por questões socioculturais, o que leva a uma demora na busca por auxílio médico de um mastologista.

  • O que o município de Santana da Vargem oferece, em relação ao outubro rosa e ao câncer de mama, para a população?

O município de Santana da Vargem vem realizando palestras educativas sobre a conscientização do auto exame das mamas durante todo mês de outubro, mutirão de coleta de exame citopatológico. Lembrando que este cuidado se mantém durante o ano todo com intuito preventivo ao câncer de mama e de colo uterino. Mamografias e ultrassonografias são exames rotineiros disponíveis ao longo do ano para população. E em março de 2018 foi disponibilizada ao município a carreta de mamografia que praticamente zerou a nossa fila de espera.