Outubro Rosa: informação, prevenção e diagnóstico precoce podem salvar vidas

Página atualizada em: 5 de outubro de 2026 às 15:56 por: Departamento de Comunicação

Mais do que falar sobre os tipos de câncer, a campanha busca incentivar o cuidado com a própria saúde, a atenção aos sinais do corpo e a procura pelos serviços de saúde sempre que houver alguma alteração ou dúvida.

No caso do câncer de mama, é importante estar atenta a mudanças que não sejam habituais, como caroço fixo, alterações na pele, mudanças no formato da mama, retração ou alterações no mamilo e saída espontânea de líquido. A presença de algum desses sinais não significa necessariamente câncer, mas deve ser avaliada por um profissional de saúde.

O INCA também orienta que as mulheres conheçam suas mamas para identificar o que é normal para elas. A avaliação diante de alterações suspeitas é fundamental para que, quando necessário, a investigação aconteça de forma adequada e o mais cedo possível.

Para o rastreamento do câncer de mama, o Ministério da Saúde recomenda atualmente a mamografia de rotina para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, considerando as evidências disponíveis sobre os benefícios dessa estratégia. A indicação pode ser diferente em situações individuais, por isso a orientação de um profissional de saúde é importante.

Algumas atitudes contribuem para reduzir o risco de câncer de mama, como a prática regular de atividade física, alimentação saudável e manutenção do peso adequado, além de evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo.

Já na prevenção do câncer do colo do útero, a vacinação contra o HPV tem papel fundamental. O uso de preservativos também contribui para reduzir o risco de transmissão do vírus, embora não elimine completamente essa possibilidade.

O câncer do colo do útero está fortemente relacionado à infecção persistente pelo HPV. Por isso, manter o acompanhamento preventivo é uma das principais formas de identificar alterações antes que elas evoluam para uma doença mais grave.

As diretrizes brasileiras atualizadas estabelecem o teste molecular para detecção do DNA-HPV oncogênico como método primário de rastreamento, com implementação progressiva no país. Onde o novo teste ainda não estiver disponível, o exame citopatológico (Papanicolau) continua sendo utilizado. O rastreamento é direcionado a pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual.

Além do rastreamento, alguns sinais merecem atenção, como sangramento vaginal anormal, corrimento vaginal incomum e dor pélvica persistente, especialmente quando associados a outros sintomas. Nesses casos, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação.

A Secretaria Municipal de Saúde de Santana da Vargem orienta a população a procurar aRede para receber orientações, realizar o acompanhamento necessário e esclarecer dúvidas sobre prevenção e exames.

Cuidar da saúde não deve acontecer apenas em outubro. Mas outubro é uma boa oportunidade para lembrar que esse cuidado não pode ser adiado.

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